domingo, 21 de junho de 2009

Educ. de Pessoas com Necessidades Educ. Especiais

A partir das leituras dos textos que a interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais nos oportunizou uma reflexão sobre inclusão, mostrou o quanto sou leigo no assunto, percebi a dificuldade que é para eu falar sobre este tema tão delicado, a urgência de abordar sobre o mesmo, vencer o medo, fazer questionamentos, refletir, romper preconceitos, sanar dúvidas, e inseguranças para trabalhar a inclusão, sejam em casa, na escola ou na sociedade. Compreender o objetivo da interdisciplina de desacomodar lançando alguns desafios para a turma, mostrando o quanto é importante e necessário ter o conhecimento dos mesmos para que sejamos capazes de tornar possível um trabalho com qualidade não foi fácil. Acredito na possibilidade da inclusão escolar, para atender as expectativas e alcançar aprendizagens significativas, as orientações que recebemos aqui aponta alguns caminhos para buscar maior comprometimento junto aos governantes para dar suporte às escolas e as famílias na realização deste trabalho, que é árduo e com resultados em longo prazo. A falta de informação e de formação, a falta de vivência e de experiência nas práticas pedagógicas, a falta de interesse por parte do poder público, dos que fazem as leis, mas não as cumprem, dificulta e muito na realização deste trabalho. Aprender sobre as diferenças, faz com que conhecemos e respeitamos este mundo e suas particularidades. No texto "História, Deficiência e Educação Especial" de Arlete A. B. Miranda, diz que: "É interessante considerar que os serviços especializados e o atendimento das necessidades específicas dos alunos garantidos pela lei estão muito longe de serem alcançados. Identificamos, no interior da escola, a carência de recursos pedagógicos e a fragilidade da formação dos professores para lidar com essa clientela." E no texto, A Inclusão e Seus Sentidos: Entre Edifícios e Tendas do profº Cláudio R. Baptista, "a intervenção pedagógica, as instituições, as políticas e as diferenças deva transcender os limites da educação especial".Um parágrafo do texto, Atendimento educacional especializado - concepção, princípios e aspectos organizacionais, de Denise de Oliveira Alves e Marlene de Oliveira Gotti, entre tantos outros, me chamou atenção, e cabe trazer para cá, "Para a transformação dos sistemas educacionais com vistas à inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais é necessário e urgente a eliminação de barreiras atitudinais, revisão conceitual esta, que se materializa a partir de uma mudança na gestão da educação, da aplicação da legislação, do investimento na formação inicial e continuada de professores, bem como da oferta de atendimento educacional especializado para todos os alunos que dele necessitem". Diante dessas falas é preciso que façamos uma análise crítica da escola que temos e mudar a cultura e as práticas para exercitar a cidadania de todos os aprendizes. São necessárias muitas transformações para que as instituições especializadas sirvam apenas de apoio ao ensino regular. Este é um processo lento, mas se dermos um passo de cada vez podemos alcançar a tão sonhada escola inclusiva que oportunize aos alunos deficientes ou não exercer sua cidadania de direito dentro da sociedade. Com tantos esclarecimentos posso compreender muitos comportamentos e ações antes não compreendidos,

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Elaine,

Tua reflexão apresenta uma série de mudanças que são necessárias para que a inclusão se efetive de fato.
Na escola, é preciso que o professor repense e reorganize seu trabalho, que compreenda a realidade do aluno com necessidades especiais e, principalmente, que esteja disposto a aceitá-lo de fato, para, assim, fazê-lo avançar cognitivamente, afetivamente...fazendo-o adquirir também maior independência. Trata-se, portanto, de uma mudança não apenas nas atitudes, como destacaste, mas principalmente conceitual. Partindo dessa reflexão, te convido a pensar sobre isso: que mundanças conceituais a interdisciplina de Necessidades Especiais te ajudou a construir?

Seguimos conversando!
Beijos, Rô Leffa