A interdisciplina de filosofia trousse textos bastante importantes que me levou as reflexões muito significativas e esclarecedoras sobre as barbáries que ocorrem ainda hoje pelo mundo. A responsabilidade e ao mesmo tempo esperança que se deposita na educação assusta um pouco quem trabalha nela, pois sabemos das dificuldades que a escola vem enfrentando com a falta de disciplina, com o baixo rendimento nas aprendizagens e a violência dos alunos afetam as relações sociais.
Para Kant “a educação e a instrução devem ser apoiadas em alguns princípios como o da Disciplina, Cultura, Educação, Moralidade, Ensinamento, Raciocínio; Estudos; Ciência e um princípio de pedagogia, o qual os homens propõem planos para arte de educar as crianças para um estado melhor no futuro com idéia de humanidade e de sua inteira destinação”.
Adorno vê a educação em dois aspectos, primeiro, na educação infantil, na primeira infância, depois, o esclarecimento geral, criando um clima espiritual, cultural e social. Uma educação voltada para a auto-reflexão crítica. Formar grupos educacionais que promover a conscientização geral desses mecanismos.
É necessário propor aos nossos alunos que aprendam a pensar, e a partir daí construir uma sociedade mais justa e igualitária, livres de qual quer tipo de selvageria ou barbáries. Preocupando-se em “ser” e não em “ter”.
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Um comentário:
Oi Elaine,
Tua reflexão levanta a discussão sobre a questão da indisciplina e violência na escola. Trata-se de um problema que se coloca como uma dificuldade para os professores hoje. A escola não está comprometida apenas com o conhecimento, mas também com a construção de princípios morais e é justamente o modo como lidamos com os conflitos em sala de aula que ajuda (ou não) nossos alunos a desenvolverem uma auto-reflexão crítica.
É importante pensar sobre as regras que impomos aos alunos, buscando analisar em que medida elas possibilitam ao aluno a reflexão sobre suas atitudes e a interiorização dos limites. Ao punir e/ou agir com autoritarismo, muitas vezes, o que conseguimos é apenas conter o aluno por algum tempo e mais do conter o aluno é preciso fazê-lo refletir e, sobretudo, ajudá-lo a atribuir sentido às regras estabelecidas.
É pela educação, pela humanização que podemos nos livrar da barbárie.
Beijos, Rô Leffa
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