A interdisciplina linguagem e educação têm oportunizado entender um pouco sobre o uso da linguagem pelos diferentes grupos sociais. Que estes adotam estilos diferentes de linguagem, tanto oral quanto escrita. E me fez refletir sobre a maneira que as escolas trabalham com esta realidade. Então comecei a perceber que o fato da escola não atentar para os diferentes usos da linguagem tem reflexos sobre aprendizagens dos alunos, e negativamente quando se trata daqueles que não fazem uso da linguagem que a escola valoriza.
Passei a ver que, mesmo tendo vários tipos de letramento, as escolas trabalham em suas práticas apenas com o letramento padrão, fazendo com que sujeitos que não tiveram contato com o mundo letrado sintam-se excluídos do processo educacional. A partir dos estudos dos textos feitos até aqui, percebo a necessidade que a escola tem de valorizar a cultura e a visão de mundo de todos os sujeitos, buscando, na particularidade, inserir estes educando no mundo letrado.
sábado, 7 de novembro de 2009
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Um comentário:
Oi Elaine,
Realmente...a escola tem muita dificuldade em aceitar e comprender o modo particular de expressão da língua utilizado por alguns grupos sociais. E, considerando que a linguagem faz parte da identidade individual e/ou coletiva, a não aceitação de determinado modo de falar/se expressar provoca a discriminação e a exclusão.
Na escola, estamos mais voltados para o estudo da norma culta da língua. Esse estudo, por diferenciar-se dos modos de uso da língua de muitos alunos, torna-se um problema que resulta no fracasso escolar.
Portanto, o professor precisa conhecer e valorizar as diferentes experiências que os alunos já possuem acerca do mundo letrado, para, aos poucos, ir oferecendo e mostrando a eles outras formas de empregar a língua.
Beijos, Rô Leffa
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